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O domingo será um dia decisivo para a Mocidade Independente. A agremiação verde e branca de Padre Miguel elege o seu novo presidente. O candidato eleito vai presidir a escola pelos próximos três anos. Duas chapas concorrem no pleito.
No comando da Mocidade há seis anos (dois mandatos), o atual presidente Paulo Vianna é candidato a reeleição. Na sua chapa intitulada de "Verde e branco - Mostrando a minha identidade", Paulo Vianna tem como candidato a vice-presidente, Wandyr Trindade, o popular Macumba, um dos fundadores da Mocidade e presidente da velha-guarda.
A chapa da oposição denominada de "Democracia verde e branca", é liderada pelo empresário Claudio Correa de 42 anos, filho do ex-presidente da Mocidade, Olímpio Correa, o Gaúcho. Claudio Correa tem como vice na chapa o compositor Tiãozinho da Mocidade, campeão de vários sambas-enredo na escola.
Esta semana entrevistei os dois candidatos, que revelaram seus planos para a Mocidade para os próximos três anos.
Paulo Vianna revelou que depois de seis anos no comando da Mocidade, ainda sente a sensação de missão não cumprida. Já Claudio Correa, afirmou se for eleito fará uma administração aberta, democrática e transparente, dando voz a comunidade.
Confira na integra a entrevista:
Depois de dois mandatos presidindo a Mocidade, o que levou você tentar novamente a reeleição?
Paulo Vianna: Justamente a sensação de missão não cumprida. Tenho a perfeita noção do quanto ainda há por fazer, e de o quanto ficou por fazer ao longo deste dois mandatos. Por outro lado, tenho ciência também de que tenho condições e que quero fazer melhor. Seria um erro meu admitir que nada precisa mudar, afinal, buscamos resultados o tempo todo e eles ainda não chegaram. Trata-se de algo voraz e que o tempo todo tem que ser saciado. Ao longo destes anos aconteceram vários acertos também, no entanto, infelizmente os erros tendem a aparecer de forma mais exaustiva.
Presidir uma escola da magnitude da Mocidade não é tarefa das mais fáceis, podem acreditar. As noites em claro pensando em soluções e medidas são praxe em minha vida. São paixões, anseios e sei desta enorme responsabilidade, e principalmente sei que precisamos mudar os rumos de agora em diante. É hora de vencer, pois a casa já está quase em ordem e não foi fácil colocá-la assim. Na vida tudo é aprendizado e ninguém nasce sabendo o bastante, por isso busco aprender a cada dia e é notório o crescimento da escola nestes dois últimos carnavais. É o ideal para a grandeza da Mocidade? Tenho a certeza de que não! E por isso eu quero mais! Meu pai, como todos sabem, é fundador da escola e a paixão pela Mocidade está nas minhas veias, é a minha vida!
Durante os seus seis carnavais no comando da escola, a Mocidade esteve de fora do Desfiles das Campeãs. O que você admitiria que não deu não certo na administração Paulo Vianna?
Paulo Vianna: É importante deixar claro que a busca pelo melhor sempre foi latente. O que não quer dizer que este "melhor" tenha rendido o esperado, pois são muitos os fatores que determinam o resultado final de um trabalho.
Em 2005, meu primeiro carnaval à frente da escola, isso sem falar de 2002, nós contratamos um talentoso e promissor carnavalesco, valorizamos a prata da casa ao trazer de volta o Rogério Dornelles e promover o Roger Linhares, montamos uma ótima equipe e, no entanto, não rendeu o que era esperado.
No ano seguinte, em 2006, contratamos uma porta bandeira de ponta, trouxemos o Wander Pires de volta, investimos em um carnavalesco renomado, na comissão de frente, tivemos nada mais nada menos que Ana Maria Botafogo, mas isso não se reverteu em nota.
Para 2007 investimos no talento do Alex de Souza e no canto tivemos o auxilio luxuoso do grande Bruno Ribas, profissionais que sou extremamente grato por sua dedicação. Ou seja, equipe é algo que sempre saltamos na frente. Nestes primeiros anos passamos problemas financeiros, pois não é fácil pagar profissionais de ponta, fazer carnaval, ter uma folha de pagamento alta e ainda pagar dívidas e ações trabalhistas que já acompanham a Mocidade há alguns anos.
Em 2008 contamos com o Cid Carvalho, com o Fábio de Mello, o maravilhoso casal Rogérinho e Marcella Alves e ganhamos vários prêmios pelo magnífico desfile. É público e notório do quanto a Mocidade merecia uma colocação melhor, isto dito pelo público e pela crítica. O trabalho do Cid Carvalho foi exemplar, já que neste ano contamos com o patrocínio da prefeitura do Rio, mas uma prova de que com um fôlego maior, os saltos seriam maiores.
Em 2009 é que em minha opinião, foi o grande deslize. Sei de minhas responsabilidades, mas na Mocidade não há verdade suprema. Todos são ouvidos e as portas da minha sala estão, e sempre estarão abertas, se assim eu prosseguir no comando, para todos os componentes, amigos e funcionários. Houve na ocasião um grande clamor para que o carnavalesco Claudio Cebola assumisse o carnaval da escola, já que ele estava na equipe do Cid em 2008, era prata da casa e morador de Padre Miguel. Achei por bem dar a chance ao rapaz e admito não ter medido e acompanhado a liberdade de criação que é dada aos carnavalescos aqui. Tínhamos na equipe o grande Wander de volta, o talento do Fábio na comissão, um casal maravilhoso e uma equipe técnica competente, pessoas que inclusive hoje estão do lado da oposição.
Para 2010 e 2011 surgiu uma nova visão de carnaval na escola, o início de um novo tempo. Tentei me cercar de pessoas que realmente estavam e estão interessadas no sucesso da Mocidade. O Cid Carvalho ainda voltou para dar o seu tempero "apimentado". Plagiando o enredo deste ano, as sementes plantadas começaram a dar frutos, já que as dívidas diminuíram, os parceiros comerciais começaram a aparecer, fruto de uma melhora significativa na imagem da escola. Como disse, sei que ainda não é o ideal, mas é o início de uma era de crescimento e disso eu tenho certeza absoluta. Quando assumi a Mocidade o tempo era de declínio e hoje, depois de muito trabalho, será só de ascensão. Fácil para o próximo mandatário.
Há 15 anos sem ganhar carnaval, a Mocidade perdeu um pouco de sua identidade. Alguns críticos defendem a tese, que Mocidade hoje vem para Avenida apenas para participar do espetáculo. Caso seja reeleito, quais são seus planos que a Mocidade volte ser uma escola de samba temida e passe a disputar títulos?
Paulo Vianna: Penso que uma coisa nada tem a ver com a outra. Neste jejum de 15 anos a Mocidade tem carnavais que poderiam perfeitamente levar o título. Estamos acostumados com vitórias. A Mocidade tem um espírito jovem, de inovação e esta é a identidade da escola. Uma agremiação que, usando uma expressão que o saudoso Doutor Castor usava para se auto referir, "enverga mais não quebra". Esta é a identidade da Mocidade. Todos os artistas que passaram pela escola tiveram liberdade para trabalhar e expressar a sua arte, só que infelizmente o carnaval de hoje acaba tolindo estes profissionais, que ficam a mercê dos patrocínios por exemplo. É fato, e já passamos por isto, que ter ajuda de parceiros é fundamental para se fazer um carnaval competitivo. Quanto aos críticos, eles definitivamente não devem conhecer os bastidores de um carnaval e de um barracão. Qualquer pessoa que conheça um pouquinho desta realidade, nunca diria que uma escola faz carnaval somente para cumprir tabela.
A Mocidade continua sonhando alto e em breve estará novamente no lugar mais alto do pódio, pois temos uma verdade ímpar, uma torcida apaixonada que participa, me cobra, puxa a minha orelha e sinceramente eu entendo isso. Somos grandes e a cobrança por atitudes que demonstrem esta grandeza é normal. O que posso garantir é que o pior já passou. As dívidas diminuíram, os apoiadores estão chegando e com isto a verba que recebemos da Liesa renderá o quanto deve render. Com a excelente equipe que estamos montando, uma escola se encontrando financeiramente e a garra que é habitual aos nossos componentes, o sucesso virá rápido. Falam de falta de força política, mas o que posso garantir é que o relacionamento da Mocidade com a Liga é excelente. Os presidentes são unidos e esta união é extensiva a Liesa. Sou um cara intempestivo, mas muita coisa é de momento. Todos lá temos nossos temperamentos, mas o trabalho sempre fala mais alto.
È projeto de sua administração a construção de uma nova quadra para a Mocidade na Avenida Brasil. Como anda o organograma de obras? Quando a comunidade e os torcedores da Mocidade terão essa nova quadra?
Paulo Vianna: A quadra nova da Mocidade será um divisor de águas na história da escola. Trata-se de um empreendimento que trará sustentabilidade à instituição e isto é importantíssimo para o modelo de carnaval que hoje é empregado. Imaginem que poderemos, a partir do projeto, obter a nossa auto sustentação, já que ele conta com um mini shopping, um amplo estacionamento e espaço com capacidade para a realização de eventos de grande porte. Será a independência financeira da escola. E quem ganhará com isto é o sócio proprietário, a agremiação e a comunidade da Zona Oeste, pois se tratará de um grande complexo de entretenimento que funcionará de terça a domingo. Isto sem contar o complexo esportivo e o centro de memória, onde enfim poderemos dar início ao cultivo de nossa história, em um local digno e com condições favoráveis para armazenamento dos materiais. Gostaria de deixar claro que a Mocidade não sairá de Padre Miguel, pois a nova quadra está inclusive na mesma direção da atual, sendo que na Avenida Brasil. O diferencial será o acesso. Inclusive estaremos na altura de dois retornos viários.
Tenho um carinho e um respeito enorme pela nossa atual casa, no entanto facilitar o acesso dos visitantes, dar mais conforto à eles e aos nossos componentes é fundamental. Somos uma escola internacionalmente conhecida e todos querem conhecer nosso local de ensaios, e não é novidade para ninguém que o acesso à nossa quadra atual não é dos mais fáceis. Os problemas do dia a dia da comunidade nós sempre convivemos, já que todos sempre respeitaram e respeitam a quadra. Alguns desavisados às vezes se assustam com alguns destes problemas, e queremos o melhor para todos, para os visitantes e para a comunidade. Tudo o que conseguimos até hoje foi naquele pedaço de chão, que inclusive ajudei bastante na construção, participando inclusive da negociação dos terrenos que foram incorporados depois, só que precisamos olhar para frente. É importante pensar a Mocidade de agora em diante como uma empresa e sob este modelo de carnaval que agora se apresenta. Não perderemos a referência da Vila Vintém, já que no endereço atual funcionará um centro cultural da prefeitura e a Mocidade estará envolvida no processo. A escola faz parte da cultura da Zona Oeste e nunca poderia ficar de fora de um ambicioso projeto como este que a prefeitura levará para a Vila Vintém. Todos sairão ganhando.
Quanto ao início das obras, esteve presente à feijoada em que oficializei a minha candidatura, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Jorge Felippe, que na ocasião representava o prefeito Eduardo Paes, e lá ele anunciou o início das obras para o mês que vem e a conclusão ainda para 2012. O governador e o prefeito estão sendo fundamentais neste processo de crescimento da Mocidade.
Outra dúvida é quanto à sessão do terreno feito pelo Governo do Estado. As escolas de samba são patrimônio cultural do Rio de Janeiro, e o que posso garantir é que o governo do estado nunca se deixaria levar por algo leviano. Eles preservam este patrimônio e tudo foi feito de forma transparente e principalmente preservando a instituição Mocidade Independente de Pare Miguel.
A eleição da Mocidade acontece neste domingo, antes mesmo do resultado, você anunciou os nomes da nova equipe para o Carnaval 2012. Como se deu a contratação desses profissionais?
Paulo Vianna: Todos nós que vivemos o carnaval sabemos que o sequente começa já na Quarta Feira de Cinzas. Em 2011, contamos com ótimos profissionais e inclusive já havia um contrato entre a Mocidade e o Cid Carvalho para 2012, no entanto, após o resultado, recebi a ligação dele pedindo que "começássemos do zero". Desde então começamos a repensar também o cargo de carnavalesco. E como quem larga na frente geralmente acaba se dando melhor, desde então, eu e o Ricardo Simpatia, nosso diretor de carnaval, começamos a estudar nomes e possibilidades. A tônica desta equipe é a experiência aliada à excelência. Por conta destes conceitos chegamos aos nomes de Louzada, Andanças, Robson Sensação e Ana Paula.
Com relação ao enredo. O tema para 2012 será de autoria do carnavalesco Alexandre Louzada ou você buscará algum enredo patrocinado?
Paulo Vianna: O Alexandre Louzada é um profissional de ouro. É uma grande honra tê-lo na Mocidade. Trata-se de um carnavalesco campeoníssimo e que acima de tudo está muito feliz e empenhado em fazer a Mocidade. Dele recebemos uma proposta de enredo altamente cultural e apropriada. Uma história que ele está apaixonado e que também é muito interessante para se captar. Como citei lá atrás, para se ter um carnaval competitivo é necessário fazer parcerias e buscar investidores. Quero que o Louzada tenha totais condições de efetuar suas idéias e criações. Estamos buscando parcerias, recebendo propostas, estudando as possibilidades. A única certeza é de que não será nada que não esteja à altura da Mocidade e nem do talento do Alexandre.
Por que os sócios proprietários aptos a votos devem reeleger o candidato Paulo Vianna?
Paulo Vianna: Tenho a minha proposta de trabalho. Minha paixão pela Mocidade, por esta causa é algo latente em mim. Sei que ficaram coisas pendentes, quero resolver e vou resolvê-las. Quero agora olhar para frente, pois sei que o futuro é muito promissor e a hora da arrancada é esta. Hoje acredito 100% na minha equipe e a hora de acontecer é esta. Foi difícil conseguir chegar a esta fase, onde as coisas estão enfim começando a entrar nos eixos, e agora é só ascensão. Quem assumir em 18 de abril, com certeza encontrará um cenário infinitamente melhor do que quando assumi em 2004/2005. Com experiência, equilíbrio e o apoio dos que realmente amam a Mocidade e não somente militam pelas suas causas próprias, chegaremos logo a este cenário sonhado.
O que eles podem esperar desse novo mandado?
Paulo Vianna: Trabalho. Muito trabalho. Não só eles, mas a torcida e os amantes da Mocidade também. Os que me conhecem, acompanham ou acompanharam sabem muito bem que nunca fugi ou me omiti ao trabalho. Do momento que me levanto até a hora em que me deito, respiro a Mocidade Independente. Meu foco será o campeonato agora. Nada de sábado das campeãs mais. Escolas já saíram da décima colocação para o titulo com trabalho, dedicação e seriedade. Os tempos serão outros! Casa nova, novos parceiros, projetos sociais que estão chegando... Tudo isso fruto deste novo cenário que estamos começando a viver.
Vamos manter o que vem dando certo. Projetos como a Estrelinha da Mocidade que há anos sempre é sucesso absoluto, têm que ser valorizado. Aliás, a Mocidade é talvez uma das escolas que mais apóie a sua escola mirim, pois acreditamos neste celeiro de bambas. Além da Estrelinha da Mocidade, outra iniciativa que vamos continuar a apoiar e investir ainda são as alas de comunidade. Quando cheguei era uma (criada por mim) e hoje são vinte e uma, fora baianas, bateria e passistas. Nossas notas nos "quesitos de chão" provam que estamos no caminho certo.
Qual a mensagem que você deixa para comunidade da Vila Vintém e para os torcedores da Mocidade?
Paulo Vianna: Tenham a certeza de que o futuro é promissor. Sei da responsabilidade que mais uma vez busco para si, pois administrar a Mocidade não é moleza, mas saibam de que continuarei me empenhando ao máximo para que o trabalho apareça e os resultados enfim ocorram. Estamos montando uma equipe empenhada e que definitivamente buscará o sucesso. São profissionais, apaixonados, investidores, parceiros, todos juntos com um só pensamento: fazer diferente! Queremos reconhecer onde houve erro, apontá-lo, saná-lo e aproveitar a experiência como aprendizado. Daqui pra frente é só felicidade!
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Como iniciou-se sua ligação com o Mocidade?
Claudio Correa: Iniciei ainda na barriga da minha mãe, sou filho do ex-presidente Olímpio Correa - o saudoso Gaúcho, que presidiu a Mocidade por 15 anos de 1966 a 1970 e de 1981 a 1992, foram três campeonatos e três vice-campeonatos. Meu pai, o Gaucho foi um presidente querido e estimado por todos. Com cinco anos de idade desfilei na Festa do Divino como guarda do imperador. A partir 1995 entrei para a política da escola fui conselheiro, 1º secretário e três vezes vice-presidente (financeiro, patrimônio e esporte) na gestão dos presidentes José Roberto Tenório e do atual presidente Paulo Vianna.
Por que você quer ser presidente da Mocidade?
Claudio Correa: Fui escolhido pelo passado na Mocidade, além da minha vontade e capacidade de administração. Tenho experiência internacional no ramo administrativo e quero trazer isso para dentro da Mocidade. Sinto-me preparado para assumir essa função. È muito triste ver um patrimônio que meu pai ajudou a manter por longos anos, se diluir a cada ano que passa. Quando eu era pequeno aguardava ansioso a quarta-feira de cinzas para contar as notas 10 e consagrar-me campeão. Hoje meus filhos aguardam com tristeza a quarta-feira de cinza para contar as notas baixas e preocupados com o rebaixamento. Eu só desejo ver minha escola no auge novamente.
Caso seja eleito, quais são seus planos para os próximos três anos?
Claudio Correa: A primeira coisa que farei assumindo a escola será fazer uma auditoria completa. Hoje a Mocidade é uma caixa preta fechada.. Quero abrir essa caixa e jogar a democracia verde e branca dentro dela. Depois com calma e com uma administração direcionada, clara e transparente, vamos honrar os objetivos traçados pela equipe como plataforma de trabalho que são:
* Trazer de volta ao seio da escola todos os baluartes e total respeito e reconhecimento a memória dos falecidos.
* Criar uma comissão de carnaval integrada com todos os segmentos da escola.
* Implantar e programar o Centro de Memórias do samba da Zona Oeste criação conjunta entre Velha Guarda e escola Mocidade.
* Permanência da escola na Vila do Vintém para não perder a sua história e raiz. "Sou independente sou raiz também, sou Padre Miguel, Sou Vila Vintém".
* Melhorias na quadra e no entorno.
* Implantar, manter e apoiar projetos sociais-culturais-esportivos formando parcerias com a Vila Olímpica Mestre André, Escolas da Rede Municipal, Estadual e Privada, Universidades, Empresas, ONGs e Órgãos Governamentais, através de leis de incentivo fiscais e afins.
* Resgatar a credibilidade e parceria da Comunidade da Vila do Vintém e adjacências.
* Montar um quadro funcional com profissionais qualificados, entre técnico, artístico e comprometido com a escola.
* Dar total apoio, direitos iguais, voz e estrutura aos segmentos da escola como: velha guarda, baianas, bateria, alas, e departamentos
* Apoio total a escola Mirim Estrelinha da Mocidade
* Valorização da comunidade local criando a ala da comunidade
* Resgatar eventos tradicionais como a festa de agradecimento do carnaval.
* Manter, incentivar e resgatar eventos tradicionais de nossa cultura popular como: Folia de Reis, festas juninas, festa das entidades religiosas e afins.
Qual será a marca de sua gestão?
Claudio Correa: A democracia, o respeito, a tolerância, o amor e o comprometimento com o bem estar da escola como um todo, pois a agremiação não é apenas para o carnaval, ela é uma instituição que deveria vive e da sobrevivência a muitas pessoas o ano todo. A Mocidade não pode ser apenas um evento de carnaval na Avenida, ela deve ser muito mais do que se mostra hoje. Quero criar um Centro de Memória do samba. para trazer de volta os baluartes da Mocidade. Muitas pessoas importantes deixaram de freqüentar a escola, personagens importantíssimos estão ausentes, gente que já deu vários prêmios para a escola e foram importantes para a história da Mocidade. Hoje, a escola não valoriza a sua prata da casa.
O seu adversário e atual presidente da agremiação já está com a equipe para o Carnaval 2012 montada. Caso vença a eleição neste domingo, você manterá todos os profissionais contratados? Há possibilidade de novas contratações?
Claudio Correa: Bem não posso afirmar nada ainda, pois tenho que analisar ouvi-los e discutir com a minha equipe, pois não decidirei nada sozinho. Mas se tudo estiver de acordo não vejo porque dispensá-los, são profissionais capacitados e respeitados no mundo do samba..
Com relação ao enredo de 2012 já tem alguma coisa definida?
Claudio Correa: Não. Nós da Democracia Verde e Branca, somos bem pé no chão, damos um passo de cada vez, neste momento estamos focados na eleição. Embora já surgissem algumas idéias, mas nada ainda definitivo.
Por que os sócios proprietários aptos a votos devem votar no candidato Claudio Correa?
Claudio Correa: De coração eu e toda minha equipe convocamos "Á TODOS AQUELES QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE ACREDITAM E APOIAM O RESGATE DA NOSSA HISTÓRIA, JUNTE-SE A NÓS E MOSTRE A SUA IDENTIDADE E PROVE QUE É MOCIDADE DE VERDADE. VOTE SEM MEDO NA DEMOCRACIA VERDE E BRANCA O VOTO É SEGRETO E SÓ VOCE PODE MUDAR".
O que eles podem esperar do seu mandado?
Claudio Correa: Uma escola aberta, democrática e com uma administração transparente e contamos com a participação da comunidade, torcedores e apaixonados. Pois o sucesso de uma empresa é solidificado quando o trabalho é feito em equipe.
Qual a mensagem que você deixa para comunidade da Vila Vintém e para os torcedores da Mocidade?
Claudio Correa: Toda mudança advêm de lutas, dificuldades e, sobretudo de coragem e determinação, isto nós da Democracia Verde e Branca estamos cientes e conscientes de nossos deveres e direitos, por isso eu Claudio Corrêa quero que os torcedores da Mocidade saibam que sou uma pessoa bem intencionada e que acima de tudo ama a escola, e conto com toda a comunidade da Vila do Vintém, adjacência e todos os torcedores da Mocidade. Seja qual for o resultado no dia 17/04/11 a nossa luta vai continuar.
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